Abelhas sem ferrão ou nativas - Meliponicultura
Vamos abordar de forma geral, pois há várias espécies de abelhas sem ferrão: Mirins (Plebeia), Itajaí (Tetragonisca angustula), Mandaguari (Scaptotrigona depilis), Guaraipo (Melipona bicolor), Jandaíra (Melipona subnitida), Mandaçaia (Melipona quadrifasciata), Tiúba (Melipona fasciculata), Uruçu (Melipona scutellaris) etc. São aproximadamente 350 espécies, elas geralmente são muito pequenas e dá para confundir com moscas ou mosquitos, dessa forma, sua criação é em caixas pequenas, elas produzem pouco mel (por isso é bem mais caro que o da abelha africana), em copinhos. As mais parecidas com a abelha de ferrão são a Mandaçaia e a Uruçu, que são mais gordinhas e com listras pretas e amarelas. Elas também produzem entradas diferentes em suas colmeias, sendo algumas em formato tubular ou uma pequena entrada redondinha em locais bem específicos de troncos de árvores pré-existentes, onde se sintam seguras e aquecidas. Algumas são meio desagradáveis, como a lambe-olhos, que suga nossa lágrima, e a abelha-limão, que é saqueadora de outras colmeias (é assim que ela prospera). Além das que fazem os ninhos nos troncos, outras constroem seus ninhos no solo, utilizando formigueiros e cupinzeiros abandonados, ou constroem ninhos aéreos presos a galhos ou paredes. As abelhas sem ferrão pertencem à família Apidae, tribo Meliponini, razão pela qual também são chamadas de meliponíneos. Apesar do nome, essas abelhas possuem ferrão, mas este é atrofiado e não possui função de defesa. No entanto, elas possuem outras maneiras de se defenderem, que vão desde morder e grudar nos cabelos, como a temida Arapuá (Trigona spinipes), até liberar uma substância ácida que queima a pele, como a Caga-fogo (Oxytrigona tataira). Uma característica muito interessante é que elas fazem desenhos com resina na entrada da colméia para proteção e sua própria localização, já que enxergam uma cor fluorescente.
Fonte: https://abelha.org.br/abelhas-sem-ferrao/